Vila FC tem de deixar Parque Soares dos Reis até 15 de julho e recheio tem de sair até 15 de agosto

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11-07-2026 | 08:47 | |

Vila FC tem de deixar Parque Soares dos Reis até 15 de julho e recheio tem de sair até 15 de agosto

Escrito por Diogo Ferreira

A Comissão Administrativa do Vila FC, liderada por Bruno Cardoso, que tomou posse a 4 de julho, como o jornal O Gaiense acompanhou ao vivo, tem emitido vários comunicados nos últimos dias para manter os sócios informados sobre vários temas da atualiadade do clube. Esta noite, o comunicado versou clarificar o ponto de situação do Parque Soares dos Reis, casa do Vila FC. Caracterizaram a situação como "catastrófica".

As principais ideias a reter são que o clube tem de abandonar o Parque Soares dos Reis até 15 de julho e o recheio tem de ser retirado até 15 de agosto, e que o clube vai manter as atividades desportivas no Polidesportivo da Quinta das Rosas, em Vilar do Paraíso, "garantindo que todos os escalões dee formação que ainda não terminaram a época desportiva, disponham de condições para a terminar. Também foi encontrada uma "solução provisória" para albergar os serviços administrativos, num espaço "graciosamente cedido" pelo projeto M18 Internacional.

No comunicado é especificado que "desde a tomada de posse no dia 4 de julho até à presente data, a informação disponível transmitida pela anterior Direção, indicava que o Clube teria assegurada a utilização do seu campo de futebol até ao final do mês de julho. Contudo, tal informação não se confirma".

A Comissão Administrativa revelou que "no passado dia 8 de julho de 2026, os representantes legais dos proprietários do terreno, apresentaram-se no Clube às 10h00 com o intuito de tomar posse administrativa e proceder ao encerramento do Parque de jogos Soares dos Reis. A Comissão Administrativa conseguiu, com espírito de boa-fé por parte dos representantes legais, garantir uma prorrogação excecional de uma semana para a transição, ficando imposta a entrega das chaves no próximo dia 15 de julho. Sem esta intervenção, o acesso ao campo teria sido negado de imediato, comprometendo toda a atividade desportiva e a realização dos treinos dos escalões de Sub-7, Sub-8 e Sub-11", partilhou a nova liderançado emblema gaiense, que lança farpas à anterior direção: "a situação encontrada não corresponde, na sua totalidade, à perceção anteriormente transmitida, tendo esta Comissão Administrativa sido confrontada com esta realidade de forma inesperada".

No mesmo texto é reerido que "foi igualmente concedido ao Clube um prazo adicional, até ao dia 15 de agosto sob supervisão do representante legal, para se proceder à retirada de todo o recheio pertencente ao Clube. Perante este cenário catastrófico, a Comissão Administrativa encontrou uma solução que permite a continuidade da atividade desportiva. A este propósito, é dada uma palavra de agradecimento à Senhora Presidente da Junta de Freguesia de Vilar do Paraíso, Dr.ª Sara Magalhães, pela disponibilidade e colaboração demonstradas ao facultar o Polidesportivo da Quinta das Rosas, em Vilar do Paraíso garantindo que todos os escalões de formação que ainda não terminaram a época desportiva, disponham de condições para a terminar". 

Fora o plano desportivo, "foi também encontrada uma solução provisória para alojar os serviços administrativos do Clube, graciosamente cedido pelo Projeto M18 International, a quem agradecemos a colaboração. Desta forma, asseguramos uma transição célere e organizada por forma a que a secretaria esteja em funcionamento já a partir da próxima quinta-feira, na seguinte morada: Rua Fonte Velha nº33, 4430-207 Vila Nova de Gaia. Os horários de funcionamento da secretaria mantêm-se entre as 18h30 e as 20h45".

A Comissão Administrativa "solicitou uma audiência, com carácter de urgência, ao Senhor Presidente da Junta de Freguesia de Mafamude, Dr. Gustavo Gama, que já teve lugar, tendo sido manifestada total disponibilidade para colaborar com o clube dentro das possibilidades institucionais. Foi também assegurada uma audiência com o Vereador do Desporto, Dr. Fernando Machado, a quem agradecemos publicamente a disponibilidade demonstrada. Esta reunião assume particular importância para o futuro do Vilanovense Futebol Clube e do Vila Futebol Clube", deu conta a nova Comissão Administrativa, que "tudo fará para, até ao último momento, tentar garantir a permanência do Clube no Parque Soares dos Reis, por considerar que tal é essencial para uma transição mais organizada, estável e benéfica para todos. Não sendo possível, encontram-se já a serem trabalhadas alternativas que garantam o sucesso da próxima época desportiva".

O ex-presidente do Vila FC, António Coelho, que perdeu as recentes eleições por um voto, reagiu de imediato, por sentir "a obrigação de esclarecer alguns factos para que todos percebam o que realmente aconteceu".

António Coelho começou por explicar que " oVilanovense esteve cerca de um ano sem contrato porque a Câmara Municipal não assumiu as rendas que vinham de trás. Nestas condições, nunca poderia assinar um contrato que obrigava o clube a suportar uma renda de 7.500 € por mês, valor manifestamente incomportável.Há vários meses recebemos uma ação de despejo. Na altura, respondi por e-mail aos proprietários e aos seus advogados, solicitando que fosse autorizada a utilização do campo até ao final de julho, tendo em conta a boa relação institucional que mantínhamos. O entendimento estava, em princípio, assegurado".

O ex-presidente detalhou ainda que "antes das eleições para os novos órgãos sociais, recebi duas comunicações: uma do advogado dos proprietários e outra da agente de execução, informando que o imóvel deveria ser entregue no prazo de 10 dias. Voltei a pedir que fosse concedido todo o mês de julho para permitir uma mudança gradual, e foi aceite, com o compromisso de entregar as chaves livremente no dia 1 de agosto. Entretanto, após a mudança da direção do clube, os proprietários recuaram no entendimento que havia sido alcançado telefonicamente. Ainda assim, tive o cuidado de entregar à nova comissão todos os contactos e todas as mensagens trocadas relativamente a este processo, para que pudessem tratar diretamente do assunto e dar continuidade ao trabalho já desenvolvido. Relativamente à solução provisória para os treinos em Vilar do Paraíso, essa possibilidade ficou encaminhada por mim numa reunião com a Presidência da Junta de Freguesia, em meados de maio, no âmbito da preparação da próxima época. Esta solução foi também transmitida ao Sr. Vereador do Desporto da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia. Sempre procurei deixar tudo preparado para que a transição decorresse sem prejuízo para o clube. Depois de cessar funções, já não me competia acompanhar ou responder pela continuidade dos processos", considerou António Coelho.

A finalizar, António Coelho deu conta que "durante meses ouvi dizer que, enquanto eu fosse presidente, a Câmara não ajudaria o clube. Hoje já não exerço qualquer cargo. Espero, sinceramente, que todas as entidades deem agora ao Vilanovense o apoio de que tanto necessita. O Vilanovense está e estará sempre acima de qualquer pessoa. Esse foi sempre o princípio que guiou a minha atuação", concluiu o ex-responsável pelo Vila FC.

 

 

Fotografia: Vila FC