"POPULAÇÕES DE AVINTES, OLIVAL, CRESTUMA, LEVER E SANDIM VIVEM AUTÊNTICO CALVÁRIO SOCIAL"

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02-05-2022 | 16:48 | | |

"POPULAÇÕES DE AVINTES, OLIVAL, CRESTUMA, LEVER E SANDIM VIVEM AUTÊNTICO CALVÁRIO SOCIAL"

Escrito por Eugénio Queirós

José Cancela Moura, vereador do PSD sem pelouro, levantou hoje na reunião da Câmara de Gaia um problema que se está a sentir nos transportes públicos que servem Avintes, Olival, Crestuma, Lever e Sandim, área concessionada à empresa MGC.

Segundo o vereador que já foi duas vezes candidato à presidência da Câmara de Gaia, há "um reiterado incumprimento das antigas concessões da operadora privada MGC, que serve em exclusivo e em monopólio, entre outras, as populações de Avintes, Olival, Sandim, Lever e Crestuma".

Segundo o vereador, a operadora, nos últimos dias de 2019, sem aviso prévio e por decisão unilateral, reduziu os horários dos dias úteis, equiparando-os aos horários de fim de semana, "numa completa falta de respeito pelos utentes". E semanas depois, os utentes de Crestuma e Lever foram surpreendidos com alterações de percurso, terminando este não no Parque das Camélias, no Porto, mas na estação de metro D. João II, em Gaia.

Referiu Cancela Moura, a título de exemplo, que a última viagem para o lugar de Sá, com saída do Porto, é nos dias úteis às 20.20 horas, "com prejuízo dos utentes no direito ao acesso à educação e à cultura". Mais, durante a semana, o último transporte para Sandim é às 19.40 horas. "deixando sem transporte ou em horários diferenciados, como os centros comerciais, o hospital e unidades industriais como a Sogrape e a Barbosa & Almeida, com a situação a agravar-se ao fim de semana, quando o último autocarro sai às 18.50 horas para Lever ou Olival.

"Sempre com ganhos próprios", afirma ainda, a operador fez entrar em vigor um novo horário no passado dia 11 de abril. Tomando apenas em conta as linhas 206, 233 e 237, "constatamos que, nos dias úteis, foram suprimidas sete carreiras entre Crestuma e D. João II e 10 dez entre esta estação e Crestuma". Nos dias úteis, a última viagem com saída de Crestuma é às 18.40 horas.

"Estas quatro freguesias vivem um autêntico calvário social, vivem mais longe, pagam mais caro e ainda são penalizadas no acesso aos transportes", sublinhou Cancela Moura, convicto de que este problema está a contribuir para a quebra demográfica destas freguesias do interior do concelho.

Face a esta situação, Cancela Moura pede à Câmara que procure implementar soluções, ainda que excecionais ou temporárias, dando como exemplo o circuito entre o Cadavão e Santo Ovídio e o metrobus entre o Largo de Santo António, em Grijó, e Santo Ovídio, financiado pela Autoridade Municipal de Transportes. Cancela Moura sugeriu mesmo a aquisição de material circulante por parte dos atuais operadores.

Eduardo Vítor Rodrigues respondeu concordando com a forma como a situação foi levantada e revelando que espera até sexta-feira por uma resposta da MGC, colocando a hipótese de chamar a STCP a operar nas linhas que são exclusivo da MGC, após a "cassação" da licença. "Não é o que quero mas é o que poderá acontecer caso nada se altere", precisou o presidente da Câmara, que não tem dúvidas que esta situação representa "uma clara violação da licença" que foi renovada em dezembro do ano passado.

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