Uma refeição digna nas escolas

01-06-2021 | 12:19 | | |

Uma refeição digna nas escolas

Escrito por Filipe Bastos

É sabido que em Portugal uma grande parte dos alunos é na escola que usufruem de uma refeição condigna porque, devido às péssimas condições económicas que o país atravessa, os pais não têm condições de lha darem em casa. Para alguns, a refeição na escola é mesmo a única do dia digna desse nome.
Ora, a Câmara de Gaia tinha aberto um concurso internacional, que seria o maior jamais lançado pela autarquia, para fornecimento de refeições às cantinas das escolas do ensino básico e secundário e que atingia o valor de 26, 2 milhões de euros.
Todavia, o valor limite por refeição apresentado era de... 1,72 euros!
Entretanto, Vítor Rodrigues achou o valor demasiado curto e mandou reformular o preço base do concurso. Fez bem.
Na ideia do presidente da autarquia, o valor base apresentado, faria com que os concorrentes ainda baixassem mais esse valor, na expectativa de vencer o concurso que, dado o montante global, é extremamente apelativo.
Ora, o presidente sabe, como nós sabemos, que quem vier a ganhar o concurso, se apresentar um valor demasiado baixo, o que pode acontecer é que os alunos, como disse Vítor Rodrigues, comam batatas com batatas, provavelmente com um pouco de atum por cima para enganar.
Vítor Rodrigues mudou o valor base do concurso porque sabe que dar uma refeição condigna aos alunos é primordial. Mesmo que o montante a gastar suba. É que o respeito pela vida humana é um dever do qual nunca devemos abdicar. Seja em nome do que quer que seja. Mesmo que seja em nome da poupança de alguns milhares de euros.

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